27/10/2009

CHUCK MOSLEY and VUA | Will Rap Over Hard Rock For Food


O disco começa com um tecladinho bem fenemê, o que dá uma impressão que a gente vai ouvir mais um disquinho sem grandes novidades. É só impressão.


O disco vai mesmo por um rock bem honesto e despretensioso, apesar da produção cuidadosa e da riqueza dos arranjos. Riffs meio caipiras introduzem a veia hardcore da maioria das músicas.

As pontes entre o folk, o rock e o hardcore são extremamente bem executadas.

Eu queria muito falar da banda... mas nem o release oficial da gravadora disponibiliza informações decentes no site. O que deu pra desconfiar é da participação do Jonathan Davis, vocalista do Korn, na faixa 2, The Enabler e, muito provavelmente, Roddy Bottum, tecladista do FNM, na faixa 10, We Care A Lot, que ficou diferente e bem legal, além do tal tecladinho fenemê... aliás, acho que ele participa do disco quase todo. Quando faltam informações oficiais, só o *Dudu fãtaradomilionário Figueiredo* salva. Mas ele anda meio sumido.

Valeu o download.


*Um amigo meu, vocês não conhecem, não.

22/10/2009

Há 20 anos... (editado)

Sem tempo pra postar nada decente, além de meio sem fé no rock novo, deixo só essa referência ao aniversário de 20 aninhos de um dos discos mais offmídia que já ouvi.


Quase todos os elementos desse disco são encontrados em muitas outras bandas que vieram depois. Só pra ficar bem fácil de identificar, ouçam o Streetcleaner e depois escutem qualquer um da lista: Meantime, do Helmet; Chaos AD, do Sepultura; Angel Dust, do Faith No More; Sailing The Seas Of Cheese, do Primus; Take As Needed For Pain, do Eyehategod; Times Of Grace, do Neurosis; Soul Of A New Machine, do Fear Factory; Burn My Eyes, do Machine Head; Psalm 69, do Ministry; Pointblank, do Nailbomb; World Demise, do Obituary; Prove You Wrong, do Prong;

A merda foi que, na época que a maioria desses discos foi lançada (início dos anos 90) tinha uma turma bem afrescalhada que ouvia isso tudo, mas também adoravam Roxette, New Kids On The Block e muito, mas muito mesmo, rap de Miami (Miami Bass) que é o equivalente gringochicano pro funk carioca. E disso nasceram pragas como Limp Bizkit e Linkin Park, além do Korn que, apesar de um primeiro disco um cadim promissor, resolveu se embrenhar mais pro pop que pro rock.

Desde então, quase tudo que presta no rock tem sido feito pelos velhos, salvo raríssimas exceções.

Ou é isso, ou eu é que tô virando um velho chato.

21/10/2009

CHEVELLE | Sci-Fi Crimes

Sétimo álbum da banda, lançado agorinha. Nada (ou quase nada) de novo. Vocais (e letras) carregados de questões emotivas/pessoais, mesmos arranjos de bateria e baixo e timbres de guitarra.


O Chevelle é uma banda bacana, tem uma sonoridade forte, mó power trio mesmo. São um meio termo entre o Tool e o Audioslave. Usam uma afinação bem grave que dá um peso legal, as músicas são bem cheias, verdadeiros paredões. Mas eles não arriscam nenhuma novidade significativa e, na boa, isso não é muito saudável pra banda nenhuma, exceto AC/DC, Motorhead, Ramones...

O disco, assim como o Vena Sera (2007) dá uma idéia de que a porradaria vai descer a qualquer momento... mas não desce nunca. A suavidade do vocal e da maioria dos arranjos acaba sufocando um potencial de esporreira e estranhice que eles têm e que seria bom de conferir.

Pra quem tá afim de conhecer a banda, sugiro que comecem pelo Wonder What's Next (2002) ou pelo This Type Of Thinking Could Do Us In (2004), que são um pouco mais agressivos.

Eu queria muito poder terminar esse post com alguma mensagem cheia de esperança pro futuro da banda, mas não tô achando nenhuma, não. Por enquanto, o que dá pra fazer é situá-los numa linha imaginária entre o que dá e o que não dá pra aturar no rock que, cá pra mim, anda cada vez pior e sem imaginação.

Prova disso é que a velharada que ando escutando (Sepultura, Helmet, Alice In Chains, entre outros) têm feito os melhores discos dos últimos três ou quatro anos.

Contudo... se você consegue aturar os Linkin Park da vida... você vai amar esse disco.

07/10/2009

Antes de imprimir, pense no meio ambiente

É com esta sentença hipócrita que muitos sites têm inserido uma máscara entre o ícone de comando de impressão de documentos online e a página direta da impressão, propriamente dita.


Até aí, nada demais. Tá bom, um ou dois cliques a mais pra imprimir o que a gente quer.

Devia ter um botão desses nas gráficas que rodam as revistas Caras, Veja, Tititi... não consigo imaginar maior desperdício.

Depois ainda querem me convencer que o meu consumo é que destrói o planeta. Não creio que nenhum de nós saia por aí imprimindo qualquer merda, até porque papel e tinta custam nosso suadíssimo dinheiro que, cá pra nós, é um recurso muito mais ameaçado de extinção do que os hídricos.

Enquanto essas publicações seguirem consumindo recursos, me recuso a deixar de consumir qualquer coisa que seja em nome desse suposto uso racional dos recursos ambientais.

Querem uma solução? Voltemos à Idade da pedra lascada. Fora isso, o caminho é a extinção, mesmo.



30/09/2009

A VOLTA DA BLOODSUCKERS

Lenda do heavy metal petropolitano dos 90', a Bloodsuckers já programa a volta à ativa depois de 14 anos.

Chegou a participar de duas coletâneas (Head Line Collection 2 e Noise Collection ACBG) com outras bandas nacionais e protagonizou apresentações lendárias, arrastando uma cambada de malucos em espaços clássicos como o Garage e insólitos (pra dizer o mínimo) como o Bar do Juvenal em São João de Meriti.

Leandro Rabelais, Giovani Gigi Mello e Walter Canedo Jr. planejam a volta às composições e ensaios em breve.

As dez faixas gravadas entre 92 e 93 estão disponíveis para download, AQUI.

Nesse meio tempo, a banda irá publicar alguns vídeos, incluindo um show sensacional no Mon Recoin Club.

Fora isso, dá pra conferir uma participação de Rabelais nos backings guturais com a banda carioca Skyrion.

Nem precisava dizer... o Phodase e os metaleiros véios de guerra agradecem.