20.1.11

O papel das grandes instituições nos desastres naturais?

Doar 1Kg de alimento, muita gente tá doando. E isso é ótimo, porque as proporções do desastre sugerem um grande e contínuo volume de doações.

Mas, nesse momento, seria muito interessante que as grandes instituições, tradicionalmente arrecadadoras de doações, pudessem receber, não doações, mas pessoas.

São muitos desabrigados/desalojados que caberiam, facilmente em espaços como o SESC/Palácio de Cristal, Salões Paroquiais, templos evangélicos... espaços que podem, provavelmente, proporcionar abrigo digno e seguro pelo tempo necessário para que o Estado possa suprir as demandas por habitação igualmente digna e segura.

Abrir postos de arrecadação, contas bancárias... já deu, né?

A hora é de acolher pessoas.

14 comentários:

Barbara disse...

Pessoas.
pessoaspessoaspessoaspessoaspessoaspessoaspessoaspessoas
mantra.

Cris disse...

Essa semana toda debati com um grupo de amigos sobre esse tema: ajuda, solidariedade.
A minha opinião é meio apedrejada, mas é a minha opinião....rs
Acho a soliedariedade fundamental para que haja todos os rituais do universo; do mais simples ao mais complexo e cada vez mais, notamos que a ação do ser humano é fundamental para que o planeta sobreviva.
Não acredito em seres humanos isolados e sem mãos estendidas.
Isso é livre arbítrio. Isso é amor. Isso é coração.

Dever, tem o estado. Dever, tem o poder público. Dever, tem o governo municipal, estadual e federal de proteger, alimentar, oferecer saúde, educação e moradia a todo e qualquer cidadão com o dinheiro que nós pagamos todos os meses em impostos. Todos os dias. Cada segundo do dia.
Uma vergonha essa gente sofrida, desprovida de tudo e de familiares terem que se alojar no chão frio até que a população mande comida, colchões, água, remédio, médicos, veterinários, etc, etc, etc

Onde está o Estado? Sobrevoando de helicóptero o caos que todo mundo já viu?

Ora, cabe a cada governo proteger seu povo numa hora dessas.
Recorde-se do 11 de setembro. Os E.U.A deram um banho no mundo de cidadania. Haviam milhares de doações, mas o governo tomou a frente e protegeu os SEUS.

Ufa...falei muito....rs
beijos

Acho que vou fazer um post sobre isso....rs

ROBERTO disse...

Barbara
Que mantra é esse? rsr

ROBERTO disse...

Cris

Concordo com o DEVER do Estado.

Mas eu quero provocar mesmo é a questão da pilantropia das grandes instituições que sempre capitalizam nas grandes catástrofes, abrem espaço pra recolher doações mas nunca, NUNCA estão dispostas a acolher pessoas.

Já reparou quantas igrejas fazem bazar? Serão sobras dessas doações? Serão parte das doações que nunca chegam ao destino inicial?

O Bispo de Petrópolis resolveu rezar uma missa em intenção das vítimas e, o que é pior, os prefeitos das cidades atingidas reservaram agenda pra participar disso como se não tivessem nada mais importante pra fazer.

Sylvio de Alencar. disse...

Não saio por aí acolhendo pessoas, não sempre.
Não fiz disso uma missão, mas não 'desacolho', não assim, estúpidamente.

Acolher é uma boa palavra, usada por vc no momento certo.

Jéssica L. disse...

Interessante proposta.
Não sei se está faltando abrigo para as pessoas q perderam suas casas, mas se estiver, seria uma boa alternativa para eles. Abraços.

ROBERTO disse...

Sylvio
Acho que nós, reles trabalhadores, não dispomos de estrutura pra acolher essas pessoas. A idéia é provocar quem tem, ou seja, as grandes instituições.
Abs.

ROBERTO disse...

Jéssica
Não tá faltando abrigo, não. Nem recursos. Nesses aspectos, e consideradas as dimensões do desastre, o poder público está dando conta da emergência.
Eu é que tenho pensado na capacidade - em diversos aspectos - das grandes instituições pra acolher essas pessoas... não é bem "capacidade" mas o "potencial" pra isso, que eles teimam em converter em ações menores e bem menos efetivas.
Queria escrever mais, mas a minha intenção é deixar esse post por mais tempo pra ver se a discussão cresce um pouco. Sei lá, eu.
bjs.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Roberto, meu garoto.... Bárbara, minha deusa.... é isso, acolher pessoas, ouvir, oegar na mão, dar um teto, um chuveiro, uma privada....
É isso aí, me dá a sensação de humanidade, de amor, de compartilhar.

ROBERTO disse...

Wal,

Nada como um esporro, hein, rsrs

Walkyria Rennó Suleiman disse...

é...nada como um esporro que o camarada aceita e acolhe

ROBERTO disse...

Wal... eu tô lesado... de que esporro estávamos falando, mesmo?

Walkyria Rennó Suleiman disse...

todo, nenhum, esporro funciona com a culpa que trazemos encalacrada.

ROBERTO disse...

quem mandou eu perguntar, rsrs.